curva a tarde.
quero o tremor das pautas inauditas
a edição de um arminho
o não retorno
na pluma
na rotura que em mim se derrama
sei de um surdo ardor contra a montra
sei de um gosto constante
amo o amanhã que se decide
a raiz anatómica ao arrepio passível de um caminho.
volta ao poema descalço urdindo o barco o branco
o tanto que te abraça.
tenho a plenitude do exemplo mínimo na letra
soletro o dorso do dedo cavo e em consciência
perco-me pelo invólucro
sou herdeira de uma cidade filha de um areal de mil folhas
amo-te consumadamente
como um som suave de contracção
como a sílaba de um cisne dormindo no seu domínio.
mariagomes
23.maio.2005
"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
segunda-feira, maio 23, 2005
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- mariagomes
- Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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2 comentários:
Maria,
se não bastasse o poema inteiro ser belo, essa última estrofe, sobretudo os quatro versos finais é deslumbrante. Um achado.
Beijo grande daqui, amiga.
... e envolvente.
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