segunda-feira, maio 30, 2005

pétalas da minha sorte



ó flores magoadas, pétalas da minha sorte,
vinde admiráveis flores entontecer a selvagem indolência,
a morte interior em valsa
: o devaneio,
a palavra do derradeiro pensamento que me conduz.
ó flores viradas para sul, docemente,
o vosso coração é uma roupa
no espaço da criança onde guardo o meu próprio lume.

mariagomes
30.maio.2005

3 comentários:

f.s.m. disse...

Grande sensibilidade vivida interiormente. Doce ternura ( magoada? ).Parabéns pela simplicidade de expressão daquilo que não é simples viver.
.

r.e. disse...

lirismo aromatizado de pólen cansado da viagem incerta. J.

mariagomes disse...

grata pela vossa visita,

bjs
maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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