domingo, maio 22, 2005

a água cinzelada


"O Passeante Invisível"- Autor: Maria Helena Vieira da Silva (1908 - 1992)




talvez, meu amor, saibamos de nós mais do que pensamos.
percorro a parede da possibilidade.
em simultâneo, o útero do dia seguinte.
num novelo, as palavras irão comover a alegria,
a livre circulação das libélulas sob uma flor reactivada.

talvez, meu amor, ao milímetro, meçam as aves,
a água cinzelada de julho.
a busca microscópica do mundo
ou de um sub mundo inexplicável na cor que, ora começa.

mariagomes
22,maio.2005

5 comentários:

hfm disse...

Belo quadro, belo poema!
Pena que as cores deste magnífico quadro estejam deformadas pois, para mim, é talvez um dos melhores de Maria Helena.

r.e. disse...

talvez, sim, sejamos mesmo mais inacessíveis a nós mesmos do que gostaríamos de aceitar. talvez sejamos, também, mais inesgotáveis nas possibilidades de recriação. talvez... J.

JG disse...

O hfm tem razão. As cores do quadro estão adulteradas. Mas é uma bela ilustração para um belo poema. Dá gosto vir aqui, Maria. Um beijo

jorge disse...

belas palavras!

mariagomes disse...

em relação às cores do quadro de Maria Helena, nada a fazer, com muita pena, meus amigos,


o meu abraço e um beijo de agradecimento a todos,

maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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