quinta-feira, maio 19, 2005

Ezra Pound e E.E. Cummings...


Ezra Pound



"A Respeito de Ezra Pound - a poesia por acaso é uma arte; e os artistas por acaso são seres humanos.

Um artista não vive uma qualquer abstracção geográfica, superimposta a uma parte deste belo planeta pela inimaginação de inanimais e consagrada à proposição segundo a qual um massacre é uma virtude social porque o assassínio é um vício individual. Nem um artista vive num qualquer soi-disant mundo, nem vive num qualquer suposto "universo". Quanto a algumas ilusões fúteis como o " passado", e o " presente" e o " futuro" de abrir aspas fechar aspas humanidade, podem ser suficientemente grandes para um ou dois biliões de supermecanizados e submentecaptos mas são demasiado pequenos para um ser humano."

O país estritamente ilimitável de cada artista é ele próprio.

Um artista que traia esse país cometeu suicídios; e nem mesmo um bom advogado pode matar os mortos. Mas um ser humano que é verdadeiro por si próprio- quem quer que ele próprio seja - é imortal; e todas as bombas atómicas e todos os antiartistas em tempo espacial jamais civilizarão a imortalidade."

E.E. Cummings
(in " seis inconferências"
assírio & alvim)




e. e. cummings (1894 - 1962)




1 comentário:

mariagomes disse...

aconselho, vivamente, a irem, uma vez mais, à revista agulha ler o artigo de Rodrigo Petrónio sobre Ezra Pound intitulado " O calor convida a sombra"

tp://www.revista.agulha.nom.br
maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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