domingo, maio 08, 2005

o futuro arde




Ó bela flor, ó manhã formosa,
há madrugadas extensas no fóssil do meu ser.
lá dentro, o futuro arde.
medieval,
o futuro cede.
e eu não sei deter
de qualquer maneira
o consentimento da voz que te quiser.
as minhas saudades são diagonais,
como demónios de luz
levam-me para trás.

mariagomes
6.maio.2005

4 comentários:

r.e. disse...

"as minhas saudades são diagonais"... é um verso tremendo. Como é natural, outros versos me fizeram sorrir pela necessária identificação. admiro muito o teu trabalho. voltar aqui é um gesto natural como o abrir dos olhos. beijinho. J.

Anónimo disse...

Um grito-lamento intenso com frases belíssimas. Bjinhos, Maria.
Amita //brancoepreto.blogs.sapo.pt

Karin disse...

Alguém devia musicar este texto.

http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/

Manomulato disse...

Desculpa Karin mas a música já lá está!
tem acordes da guitarra coimbrã, misturados com o tambor e as congas dos musseques. Em fundo tem acordes de alma.
Não se ouve?

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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