segunda-feira, maio 16, 2005

deixo-me iluminar...


deixo-me iluminar pelas grandes construções.
peço o ar às gaivotas, à manhã das açucenas.
tranquilamente táctil,
vou com o pensamento híbrido calar a minha fome.
vou ao fundo de mim,
às marés feitas, às amarras.
levanto-me em todas as calçadas
onde tropeçam toldos,
e uma tarde.
estou numa rua versátil, no início.
esqueci-me das palavras
que entraram inteiras.
e vivo.
creio que ouvi a voz dos animais;
em crivo, a claridade, o cálculo,
a voz da pedra,

o infinito a derramar-se de uma catedral.

mariagomes
maio.2005

2 comentários:

José Alexandre Ramos disse...

muito boa poesia, de grande qualidade, se lê nesta romã. vou prová-la assiduamente.

mariagomes disse...

obrigada, pelas suas palavras, josé ramos.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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